Chegou ao fim a sétima edição do Festival Internacional de Cinema dos Direitos Humanos em Sucre com a entrega dos prêmios ao melhor longa, média e curta-metragem, que foram concedidos aos filmes Operación Diablo (Perú e Canadá), Operación Peter Pan (Estados Unidos e Cuba) e Al-Madina / La Ciudad (Espanha), respectivamente.
O jurado decidiu dar o prêmio de melhor longa-metragem a Operación Diablo (Operação Diabo), da diretora Stephanie Boyd, “pelo valor da investigação jornalística, pela ação de denúncia dos fatos, pela técnica utilizada na realização, edição e pela atitude do personagem que envolve a Igreja no processo de defesa da comunidade de maneira institucional, sendo ele uma pessoa mais do povo”.
Na categoria de média-metragens, o prêmio foi entregue a Operación Peter Pan (Operação Peter Pan), de Estela Bravo, “pela sua recuperação da memória histórica de uma página não suficientemente conhecida na América Latina, por apresentar uma tragédia com um final positivo e pelo tratamento técnico, a investigação e o trabalho de posprodução do filme”.
Por sua vez, os curtas tiveram como ganhador Al-Madina / La Ciudad (A Cidade), de Gonzalo Ballester, “por ser uma produção que está cruzando culturas e fronteiras; um tema sobre a migração e as dificuldades emocionais da integração em outra cultura, mas pela confrontação com si mesmo”. Finalmente, o Prêmio do Público ficou com o filme argentino Mundo Alas (Mundo Asas), de León Gieco, Fernando Molnar e Sebastián Schindel.
Além dos prêmios Pukañawi, o jurado otorgou menções especiais para os filmes Deseos Sobre Rieles (Desejos Sobre Trilhos), de Adriana Sosa e Gustavo Vergara (Argentina), em curtas; Newen Mapuche, de Elena Varela (Chile) e El Apagón (O Apagão), de Philippe Chapuis (Irlanda), em longas; e Falsos Positivos, de Simone Bruno e Dado Carrillo (Itália, Estados Unidos e Colômbia), Memoria de Quito (Memória de Quito), de Mauricio Velasco (Equador) e Living Juárez, de Alexandra Halkin (México e Estados Unidos), em média-metragens.
O ato de encerramento do festival contou também com a projeção dos curtas El Grandote (O Grandão), de Jesús Pérez e Elisabeth Hüttermann, e El Acordeón (O Acordeão), de Jafar Panahi, reconhecido cineasta iraniano que se encontra preso e ao qual rendeu-se homenagem. E, como estreia em Sucre, o realizador boliviano Juan Carlos Valdivia apresentou seu premiado filme Zona Sur (Zona Sul). O diretor lembrou que o longa ainda não havia sido exibido na cidade por falta de interesse das salas e contou que o mesmo é o resultado de uma busca pessoal. “Em vez de apontar o dedo para fora, é uma visão autocrítica”, garantiu.
A sétima edição do festival finalizou depois de sete dias de festa cinematográfica, mas a oitava versão já tem data para acontecer: será de 23 a 29 de julho, com a temática “A Mulher e a Mãe Natureza”. No fim da cerimônia, Humberto Mancilla, diretor do evento, agradeceu ao público sucrense e ponderou a experiência vivida. “O sentido da vista, do olho, nos permite sonhar e este festival nos deus a sorte de sonhar acordados”, concluiu.






