Este mês se inicia a produção do filme mexicano Ya (Já), primeiro longa do diretor Víctor Salcido, que neste momento se encontra em intensa temporada de ensaios com o elenco, integrado por Marianna Burelli (Daniela), Juan Pablo Medina (Pablo), Roberto Sosa (Ropavejero) e Karla Zapién (Pamela).
O filme tem previsto o início de suas filmagens para 16 de agosto e a conclusão ao término de seis semanas. Um dado importante é que ao redor de 80% das cenas serão realizadas dentro de um apartamento na Cidade do México, que na história será a casa de Daniela, a protagonista, que vive uma grande perda, combinada com a dor da traição.
Segundo Burelli, o filme começa quando a jovem protagonista descobre que o homem com quem havia estado comprometida durante seis anos lhe é infiel; a abrupta separação a leva a uma série de revelações pessoais e a um encontro com o lado escuro da solidão e o abandono. Ainda de acordo com a atriz, que soma em seu currículo cerca de 20 curtas e longas, e quase igual quantidade de peças de teatro, o diretor sugere um México que se desmorona politica e socialmente, enquanto lança uma pergunta sem resposta: “quanto podemos nos deixar cair no abismo da desesperança?”.
Para a atriz, este é um personagem ‘completo e redondo’, que em sua opinião será o espelho de muitas pessoas quando chegue às telas. Além de destacar o trabalho do diretor e roteirista do longa, a quem elogia por considerá-lo bastante sensível e por apostar pela história e os personagens, a intérprete de Daniela reconhece que este filme significa um grande desafio em sua carreira. “Sinto que tenho uma enorme responsabilidade, não apenas com o projeto mas também com quem irá ver Ya nos cinemas”, garante.
Tanto a protagonista do longa como seu diretor coincidem em que o filme é atemporal. Burelli considera que Ya ocorre em qualquer momento no qual se está vivendo. “O tema central da história é tão universal como pode ser a política interna de um país, lhe dar um tempo específico poderia ser tão arriscado como enquadrar o que não tem fronteiras”, avalia.
Salcido, que é membro da Sociedade Mexicana de Diretores e da Sociedade Geral de Escritores do México, trabalhou tanto no roteiro como na direção de cinema e teatro. Um exemplo é o espetáculo Cáncer de Olvido (Câncer de Esquecimento), levado ao palco em 2009 e 2010, e outro é o curta Salvador (2007), selecionado para festivais nacionais e internacionais, além de ter recebido o Prêmio Imcine no Primeiro Concurso Nacional de Pós-produção de Curta-Metragem, no mesmo ano de realização.






