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Ulises Guzmán apresenta um premiado e fantástico documentário

O realizador mexicano investiga uma história real em seu novo filme l Foto: Divulgação

Esta matéria em espanhol / Esta nota en español

O realizador mexicano Ulises Guzmán estreou em salas do seu país seu mais recente longa-metragem. Alucardos, Retrato de um Vampiro é um documentário fantástico que indaga sobre o que há na mente de um artista de terror e seus fãs, através da história de Manolo e Lalo, dois aficionados do filme de horror Alucarda, de Juan López Moctezuma.

Segundo o diretor, este filme “não é outra coisa que o relato de um encontro entre seres marginais e a redenção que encontram juntos. É uma história real, autêntica, da vida diária, mas que excede por muito o mais fantástico que já relatei”, garantiu em entrevista concedida há quase três anos para o ALDEA CULTURAL (em espanhol).

É o próprio Guzmán que descreve o longa, oferecendo uma sinopse: “São dois admiradores do filme de culto de Juan López Moctezuma, Alucarda; um deles quer se transformar nesse personagem. Durante um tempo buscam o filme por todo lugar. Não o encontram nos mercados de rua, onde se encontra de tudo… Mais tarde buscam aos atores e atrizes que participaram da produção, entre eles Tina Romero. Acham Moctezuma em um hospital psiquiátrico e o ‘roubam’ para curá-lo”.

De acordo com o cineasta, realizador de produções como Malapata e Virgem de Meia-noite, o tratamento levado a cabo pelos dois aficionados consistiu em levar Moctezuma às locações de seus filmes. O diretor então saiu de sua letargia e recuperou a lucidez depois de três dias se submetendo ao processo. Tornou-se amigo de seus dois fãs e um ano depois morreu, deixando-lhes de guardiães de sua obra e a herança de algumas imagens inéditas. “Como se pode ver, até no documentário o fantástico me persegue”, observa Guzmán.

Recorrendo a entrevistas, imagens de arquivo e reconstruções, o documentário, escrito e produzido por Guzmán e Edna Campos e cuja duração é de 90 minutos, conta com atuações de Juan Carlos Colombo, Luis Romano, Óscar Olivares, Mikel Mateos, David Castillo, Christina Mason e Claudia Figueroa, além de depoimentos de Manuel Durán, Eduardo Mondragón, Carlos Monsiváis, Tina Romero, Eduardo Moreno, Alessandra Moctezuma e Liliana Ortiz Durán. Sua lista de reconhecimentos inclui prêmios em diferentes festivais do México, Colômbia, Brasil e Uruguai.

Marianna Burelli protagoniza longa do diretor mexicano Víctor Salcido

Atriz venezuelana participa de uma nova filmagem l Foto: Divulgação

 

Este mês se inicia a produção do filme mexicano Ya (Já), primeiro longa do diretor Víctor Salcido, que neste momento se encontra em intensa temporada de ensaios com o elenco, integrado por Marianna Burelli (Daniela), Juan Pablo Medina (Pablo), Roberto Sosa (Ropavejero) e Karla Zapién (Pamela).

O filme tem previsto o início de suas filmagens para 16 de agosto e a conclusão ao término de seis semanas. Um dado importante é que ao redor de 80% das cenas serão realizadas dentro de um apartamento na Cidade do México, que na história será a casa de Daniela, a protagonista, que vive uma grande perda, combinada com a dor da traição.

Segundo Burelli, o filme começa quando a jovem protagonista descobre que o homem com quem havia estado comprometida durante seis anos lhe é infiel; a abrupta separação a leva a uma série de revelações pessoais e a um encontro com o lado escuro da solidão e o abandono. Ainda de acordo com a atriz, que soma em seu currículo cerca de 20 curtas e longas, e quase igual quantidade de peças de teatro, o diretor sugere um México que se desmorona politica e socialmente, enquanto lança uma pergunta sem resposta: “quanto podemos nos deixar cair no abismo da desesperança?”.

Para a atriz, este é um personagem ‘completo e redondo’, que em sua opinião será o espelho de muitas pessoas quando chegue às telas. Além de destacar o trabalho do diretor e roteirista do longa, a quem elogia por considerá-lo bastante sensível e por apostar pela história e os personagens, a intérprete de Daniela reconhece que este filme significa um grande desafio em sua carreira. “Sinto que tenho uma enorme responsabilidade, não apenas com o projeto mas também com quem irá ver Ya nos cinemas”, garante.

Tanto a protagonista do longa como seu diretor coincidem em que o filme é atemporal. Burelli considera que Ya ocorre em qualquer momento no qual se está vivendo. “O tema central da história é tão universal como pode ser a política interna de um país, lhe dar um tempo específico poderia ser tão arriscado como enquadrar o que não tem fronteiras”, avalia.

Salcido, que é membro da Sociedade Mexicana de Diretores e da Sociedade Geral de Escritores do México, trabalhou tanto no roteiro como na direção de cinema e teatro. Um exemplo é o espetáculo Cáncer de Olvido (Câncer de Esquecimento), levado ao palco em 2009 e 2010, e outro é o curta Salvador (2007), selecionado para festivais nacionais e internacionais, além de ter recebido o Prêmio Imcine no Primeiro Concurso Nacional de Pós-produção de Curta-Metragem, no mesmo ano de realização.