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Matheus Nachtergaele, um talento nato e visceral do cinema brasileiro

O ator tem tido uma presença constante em filmes brasileiros l Foto: Reprodução

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Nascido em 3 de janeiro de 1969 na cidade de São Paulo, o ator e diretor Matheus Nachtergaele despontou como um dos maiores talentos do Brasil ao atuar no espetáculos O Paraíso Perdido e O Livro de Jó, do Teatro da Vertigem, mas foi no cinema que o intérprete do Isaías de Central do Brasil e do Cenoura de Cidade de Deus tornou-se um dos rostos mais conhecidos do universo artístico brasileiro.

Filho do belga Jean-Pierre Nachtergaele, um dos fundadores da Traditional Jazz Band, Matheus passou pelo Centro de Pesquisa Teatral (CPT), de Antunes Filho, e estudou na Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP), antes de entrar no Teatro da Vertigem. Foi lá que, sob direção de Antonio Araújo, o ator começou a receber os primeiros reconhecimentos da carreira.

A estreia em longas-metragens ocorreu com os filmes O Que é Isso, Companheiro, de Bruno Barreto, e Anahy de las Misiones, de Sérgio Silva, ambos lançados em 1997. O primeiro deles foi finalista do Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, assim como Central do Brasil (de Walter Salles, 1998), no qual interpretou o irmão maior de Josué, o jovem protagonista do longa.

Em O Auto da Compadecida, Nachtergaele demonstrou um notável talento para a comédia; já em Cidade de Deus, deu vida a um traficante de drogas da favela carioca. Mas foi em Amarelo Manga e Baixio das Bestas, de Cláudio Assis, e em A Concepção, de José Eduardo Belmonte, que o ator provou sua versatilidade e capacidade de atuar em projetos arriscados e com um selo mais pessoal.

Sua estreia como diretor em A Festa da Menina Morta mostra um artista inquieto e cheio de vitalidade, que ainda deve presentear o público com grandes papéis nas telas e interessantes trabalhos atrás das câmeras.

Satyrianas se iniciam com novidades e maratona de espetáculos teatrais

Ivam Cabral e Cléo de Páris atuam na peça Cabaret Stravaganza l Foto: Divulgação

 

Começou na noite desta sexta-feira em São Paulo a 12ª edição das Satyrianas, uma maratona de 78 horas ininterruptas de espetáculos de teatro e dança, leituras dramáticas, shows musicais, performances e exposições fotográficas, que têm lugar em 27 espaços diferentes da capital paulista.

Organizado e promovido pela Companhia Os Satyros, uma das mais importantes e tradicionais da cidade, o evento teve início às 18:00 de ontem (dia 11) e se prolongará até a meia-noite da segunda-feira (14). Uma das características das Satyrianas é que cada espectador escolhe quanto quer pagar, ao final de cada espetáculo, com um valor mínimo de R$ 2,00.

Este ano, são homenageados os desbravadores da Praça Roosevelt, os artistas Lavínia Pannunzio, Bosco Brasil, Jairo Mattos, Ariela Goldmann e Luis Frugoli. Outras novidades são a Satyrianinhas, uma programação especial para as crianças, as sessões de stand up, e o Passeio de Bicicletas, que percorrerá os teatros da região central paulistana.

Também estreando em 2011, o projeto AutoPeças propõe uma encenação inusitada e diferente: dentro de cerca de 10 carros em movimento são interpretadas pequenas cenas de autores convidados, como Ivam Cabral, Germano Pereira e Hayaldo Copque. Inclui-se ainda trechos da peça Autobahn, representada por Eduardo Guimarães, Fábio Rodhen, Fernanda D’Umbra e outros atores.

Por outro lado, o já tradicional projeto DramaMix reúne 30 dramaturgos – entre eles Célia Regina Forte, Flávio Goldman, Hugo Possolo, Gabriela Mellão, Marici Salomão e Sérgio Roveri –, que assinam textos exclusivos para o evento, interpretados por atores como Gustavo Machado, Iara Jamra, Leopoldo Pacheco, Mel Lisboa, Rosana Stavis e Tania Bondezan.

Idealizadas por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, co-fundadores dos Satyros e que são responsáveis também pela curadoria, as Satyrianas têm produção geral de Robson Catalunha e produção executiva de David Tostes. É possível conferir a programação completa no site do evento.

Festival Estudantil de Teatro de BH entra na reta final este fim de semana

As paulistanas da Euquasquatro de Teatro levaram Quase Muda ao palco l Foto: João Caldas

 

O Festival Estudantil de Teatro de Belo Horizonte (FETO) entra na sua reta final este fim de semana, com a apresentação de cinco espetáculos, duas oficinas e outras cinco atividades, além da festa de encerramento, programadas para as três jornadas restantes do evento.

A décima terceira edição do encontro teatral começou na última sexta-feira (21), com a peça Café Com Leite, do tradicional grupo campineiro Lume Teatro, e prosseguiu nos dias seguintes com análises, oficinas e intercâmbios. Um deles foi o que ocorreu na terça com as apresentações de El Cadáver de Un Recuerdo Enterrado Vivo, do Instituto Universitario Nacional del Arte (IUNA), de Buenos Aires (Argentina).

Os cinco espetáculos que ainda devem ser levados ao palco são Amigas Poetas, A Viagem do Capitão Fracassa, Contadores Aluados e Sua Carroça de Estrelas, 7 Minutos e Não Sou Nenhum Roberto. Também restam três jornadas das duas oficinas que ainda se desenvolvem no festival: Teatro Para Educadores e Corpo Como Fronteira.

Criado em 1999, o FETO é um evento anual realizado na capital de Minas Gerais, que tem por objetivo difundir as artes cênicas no meio estudantil, oferecer conhecimento, espaço e mídia para apresentações de peças teatrais, e promover atividades que buscam o desenvolvimento dos estudantes. Desde 2007, é dividido nas categorias Teatro na Escola e Escola de Teatro, com as modalidades teatro de palco, teatro em espaço alternativo e teatro de rua.

Mais FETO: Página oficial l Twitter l Facebook l Orkut l Flickr l YouTube

Programação

Sexta 28 de outubro

09:00 Oficina Teatro Para Educadores l Casa do Beco
09:00 Oficina Corpo Como Fronteira l Teatro Universitário da UFMG
16:00 Espetáculo Amigas Poetas l Spetaculo Casa de Artes
17:30 Análise  Cinco ou Seis Coisas que Eu Sei l Galpão Cine Horto
18:30 Análise O Pequeno Grande Aviador e o Planeta do Invisível l Galpão Cine Horto
20:00 Espetáculo A Viagem do Capitão Fracassa l Galpão Cine Horto
22:00 Ultrassom Sexta Básica l Mercado das Borboletas

Sábado 29 de outubro

09:00 Oficina Teatro Para Educadores l Casa do Beco
09:00 Oficina Corpo Como Fronteira l Teatro Universitário da UFMG
10:00 CaFETO: Teatro na Escola l Galpão Cine Horto
16:00 Espetáculo Contadores Aluados e sua Carroça de Estrelas l Praça Floriano Peixoto
18:30 Análise A Viagem do Capitão Fracassa l Galpão Cine Horto
20:00 Espetáculo 7 Minutos l Galpão Cine Horto
22:00 Espetáculo Não Sou Nenhum Roberto l Gruta!

Domingo 30 de outubro

09:00 Oficina Teatro Para Educadores l Casa do Beco
09:00 Oficina Corpo Como Fronteira l Teatro Universitário da UFMG
15:00 Encerramento FETO 2011 l Casa do Beco

Alexandre Frota revela em stand up episódios picantes com famosos

Ex-ator da Globo e da indústria pornô apresenta stand up polêmico l Foto: Reprodução

 

Na última segunda-feira, o ator e diretor Alexandre Frota estreou no Bar Cardozo, em São Paulo, seu espetáculo de stand up A Identidade Frota, no qual repassa vários episódios de sua vida e carreira, envolvendo personagens como Boni, Daniel Filho, Jô Soares, Cláudia Raia, Xuxa, Wolf Maya, Cazuza, Romário e Renato Gaúcho, entre outros.

Em 90 minutos de espetáculo, cuja curtíssima temporada conclui esta noite, com todos os ingressos esgotados, Frota conta sobre como conquistou a atriz Cláudia Raia, então namorada do comediante e entrevistador Jô Soares, de quando um diretor da Globo quis fazer sexo com ele e de suas experiências com drogas ao lado de astros da música como Raul Seixas e Cazuza. “São histórias reais. Não vou inventar nada”, garante.

Outros relatos presentes no ‘cardápio’ sugerido pelo ator são “Garota de programa? Quase casei com uma”, “Quase virei pastor”, “65 dias com a ex do Romário” e “Eu, Renato Gaúcho e as festinhas”. Frota também narra o dia em que viu Xuxa nua, tomando banho, quando a apresentadora ainda era uma modelo em início de carreira, e revela que a loira não ficou nem um pouco inibida com sua presença.

Sempre polêmico, o ator elogia figuras como Boni (ex-homem forte da Globo) e o bispo Edir Macedo (dono da Record e fundador da controvertida Igreja Universal do Reino de Deus), enquanto não poupa críticas a outras, como o boleiro Adriano. “Gente como eu, que se envolve com drogas e álcool, é muito criticada. Se é jogador de futebol, o pessoal chama de ‘imperador’”, ironiza, em clara alusão ao ex-atleta do Flamengo, São Paulo e seleção brasileira.

Uma montanha russa:
De galã de novelas a ator pornô

A vida e a carreira de Alexandre Frota de Andrade (Rio de Janeiro, 14 de outubro de 1965) sempre foram uma montanha russa, como ele próprio define. Descoberto em um concurso de jovens talentos para a indústria de vídeos da área amadora, havia começado sua trajetória artística interpretando um pato em uma peça infantil, e com menos de 20 anos estreou na Globo, onde se tornou galã de novelas.

Casado durante três anos com Cláudia Raia, atuou ao seu lado nas novelas “Roque Santeiro” (1985) e “Sassaricando” (1987), além de ter feito outras produções como a minissérie “Boca do Lixo” (1990), contracenando com a então estreante Sílvia Pfeifer. Seu currículo também contém uma participação na série “Mandrake” (2006), realizada pela HBO no Brasil, e papéis em filmes como O Escorpião Escarlate (1988) e Matou A Família e Foi Ao Cinema (1990).

Apesar do sucesso na Globo, seu temperamento explosivo e envolvimento com drogas prejudicaram sua carreira, que entrou em declínio. “Se eu tivesse uma equipe em volta de mim, uma preparação, talvez eu tivesse me saído melhor. Se você me perguntar se eu me arrependo de não ter segurado a onda, sim. Eu poderia estar casado com a Cláudia Raia, com a minha família, no mesmo patamar que outros atores, claro que me arrependo. Se me avisassem que andar na contramão era tão duro assim, não teria ido”, reflete.

Depois de ter posado nu algumas vezes para a revista G Magazine, dirigida ao público homossexual (ao total foram quatro ensaios), transformou-se em 2004 no primeiro ator famoso do Brasil a assumidamente ingressar no mercado pornô. Conta-se que recebeu R$ 500 mil para protagonizar cinco longas, embora sua filmografia no ramo conste de 19 títulos, como 11 Mulheres e Muito Pó, Invadindo a Retaguarda e 00 Frota: O Homem da Pistola de Ouro.

Entretanto, foi com Garoto de Programa que o ator causou uma de suas maiores polêmicas, ao aceitar contracenar com a travesti Bianca Soares. Frota admite que duvidou em aceitar o papel, mas se decidiu ao perceber que não tinha nenhum outro convite de trabalho.  “Falei para o diretor: ‘Me dá R$ 150 mil e eu faço’. Fiz tipo um garoto de programa. Ele disse que não acreditava que eu ia fazer. Pedi para levar o dinheiro para o motel. Ele chegou lá com a grana. Eu falei: ‘Beleza, faço’. A Bianca ficou mais nervosa do que eu. Tem muito homem que é louco por uma travesti, mas fica dentro do armário. Eu não. Eu fui lá, fiz o filme, ganhei o dinheiro e ainda mostrei como se deve pegar uma travesti”, afirma.

Atualmente longe do pornô, convertido a religião evangélica, diretor de projetos especiais do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) e casado com a dançarina Fabiana Rodrigues, Frota chorou na cerimônia nupcial realizada no último dia 15, revelando uma faceta por muitos desconhecida: emociona-se com facilidade. Isso acontece com programas de TV como o de Luciano Huck ou ao se lembrar do pai, já falecido, ou do enteado Enzo, de quem inclusive troca as fraldas em plena madrugada. “Não escondo nada, choro. Por isso as pessoas ou me amam, ou me odeiam”, conclui.

Com informações da Wikipédia, Folha e Globo

Peça de João Fábio Cabral fica em cartaz por mais dois fins de semana

Três atores dividem o palco na nova peça de João Fábio Cabral l Foto: Divulgação

 

O espetáculo Trote, do dramaturgo e diretor João Fábio Cabral, ficará em cartaz por mais dois fins de semana em São Paulo, depois de ter cumprido uma temporada de sucesso, iniciada em 9 de julho no Instituto Cultural Capobianco. A peça tem sessões todos os sábados (21:00) e domingos (19:00) até 4 de setembro.

Com a montagem, Cabral chega à impressionante marca de 17 textos montados em oito anos; a comédia foi escolhida justamente para comemorar esse feito. Nela, o autor de Um Refrão Para Desconhecidos e Íntimos, Delicadeza, Flores Brancas e Rosa de Vidro, busca dialogar mais com o público através do humor, procurando no riso uma forma onde possa alertar, apontar e discutir o pensamento do espectador.

A peça conta a história de dois jovens que decidem largar a faculdade para dar golpes, se aproveitando da ingenuidade das pessoas e da cultura do medo implantada nas grandes cidades para colocar em prática métodos como o “Boa Noite, Cinderela” (no qual a vítima é dopada e perde o conhecimento) e telefonemas de ameaça de sequestros e tortura. Em um flat alugado em uma região decadente, a nova armadilha é minuciosamente planejada.

Quando os dois delinquentes se vestem de mulher e esperam ansiosos pela chegada de uma nova pessoa para enganar, o imprevisto acontece e desencadeia uma grande surpresa nos planos dos golpistas. Nesse jogo de gato e rato, em que o espectador irá se confundir entre quem é vítima e quem é algoz, os atores jogam os dados das personagens em uma partida perigosa, engraçada e sem limites.

Diretor e atores

João Fábio Cabral I Autor e diretor
Nasceu em Ipanguaçu (Rio Grande do Norte), em 1973, e esteve radicado na capital paulista, onde morou 18 anos, antes de morar em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. Foi na cidade costeira que o autor ensaiou Trote, no auditório da Fundart. Considerado um dos principais nomes da nova dramaturgia nacional, também é diretor e ator. Já escreveu mais de 50 peças teatrais adultas, 7 adolescentes, dois roteiros cinematográficos e ganhou dois prêmios de melhor roteiro com o curta Darluz, adaptado da obra de Marcelino Freire e com direção de Leandro Goddinho, filme contemplado com mais de 35 reconhecimentos em diversos países.

Raphael Macedo (Miro) l Ator
É paulista e tem 21 anos. Estuda interpretação para teatro, além de técnicas de televisão e cinema desde 2006. Entre os espetáculos em que atuou destacam-se Quem Sou Eu? e Ator A Dor Ator Amor, ambas com direção de Daniel Marx, Antes Que Seja Tarde e Diga Que Já Me Esqueceu, da Cia. Eventual de Teatro, com direção de Dan Rosseto.

Riccelli Ricci (Luky) l Ator
Começou sua carreira em 2002, com oficinas de teatro ministradas por Donizete Mazonas, na companhia Ogawa Button. Trabalhou como apresentador do novo Tele Curso Mecânica, da Globo, e atuou no monólogo Identidade, além de ter sido dirigido por Jorge Fernando, Walter Stain, Dell Santhos, João Roberto Button e Donizete Mazonas, entre outros.

Daniel Marx (Alfredo) l Ator
Tem formação em artes cênicas, teledramaturgia, dublagem e curso de cinema. Escritor e roteirista, possui mais de 50 peças de teatro de autoria própria, oito roteiros de curtas e um seriado. Em seu currículo de ator estão dois longas, Carandiru, e O Casamento de Romeu e Julieta, além de 4 curtas. No teatro atuou em mais de quinze espetáculos.

Serviço
Espetáculo: Trote
Gênero: Comédia I Dias: sábados (21:00) e domingos (19:00)
Ingressos: R$ 30,00 I Duração: 75 minutos I Censura: 14 anos
Local: Instituto Cultural Capobianco
Endereço: Rua Álvaro de Carvalho, 97/103 (Centro, São Paulo, SP)
Telefones: (11) 3255-8065 ou 3237-1187

Ficha Técnica
Texto e Direção: João Fábio Cabral
Elenco: Raphael Macedo, Riccelli Ricci e Daniel Marx
Cenografia: Rogério Harmitt I Figurino: Rogério Harmitt
Iluminação: Ricardo Silva I Assistente de Direção: Judson Cabral
Projeto Gráfico: Bryan Gouveia I Trilha Sonora: Fernanda Galetti
Assessoria de Imprensa: Flavia Fusco I Direção de Produção: João Fábio Cabral
Produção Executiva: Camila Marujo I Fotografia: Ernesto Zambon
Realização: Ricelli Ricci e Raphael Macedo

Apoio Cultural
Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba (Fundart) / Camisaria Via Massari / Cabelo Brasil / Hotel 100 Miséria / Restaurante Celso’s / Tempero Manero / Galeto’s Restaurante / Cantina e Pizzaria Piolin / Planeta’s Restaurante / Cantina Luna Di Capri.

Espetáculo A Latina se apresenta no restaurante paulistano Fulana

Peça tem Anderson Negreiro, Louis Caetano e Júlia Mariano no elenco l Foto: André Requião

 

Com o objetivo de abrir espaço para a cultura, o Fulana Restaurante promove este mês, às terças-feiras e no dia 28 de abril, o espetáculo A Latina, que leva ao público o universo do exagero, em uma montagem que não tem medo do ridículo; ao contrário, se utiliza dele para mostrar que muitas vezes é melhor não levar tudo tão a sério e simplesmente se divertir.

A Latina é uma paródia feita às novelas mexicanas, mostrando através do melodrama e do humor a trama de dois homens que lutam pelo amor da mesma mulher. Ambientada no local de trabalho dos personagens (um restaurante), está repleta de intrigas, traições, lágrimas, risos e muito amor, tudo o que um típico enredo ‘caliente’ pode proporcionar ao público. O espetáculo se utiliza do ridículo, do extremo para seduzir e divertir a plateia, “tendo como objetivo celebrar a vida e a alegria”, segundo o release da peça.

No elenco da montagem, estão os atores Anderson Negreiro — que é também o diretor —, Júlia Mariano e Louis Caetano, que têm ainda a companhia de Soraia Suleiman, em participação especial. O Fulana está localizado na avenida Luís Dumont Villares, 651, no Jardim São Paulo, zona norte da capital paulista. O preço do couvert artístico é de R$ 25,00 por pessoa; mais informações pelo telefone 2283-6575.

Serviço

Fulana Restaurante l Av. Luís Dumont Villares, 651 l Jardim São Paulo
Telefone: (11) 2283-6575
Quando: terças-feiras 05, 12 e 19; e quinta-feira 28 de abril l Horário: 21:00
Lotação: 200 lugares l Estacionamento: Valet (R$ 10,00) l Duração: 45 minutos
Couvert artístico: R$ 25,00 por pessoa l Cartões de débito: RedeShop, Visanet, Maestro
Cartões de crédito: MasterCard, Visa, Amex, Diners
Classificação: livre para todos os públicos l Sala de recreação infantil monitorada
Acesso para deficientes físicos l Ar condicionado

Ficha Técnica

Grupo Entonces Corazón
Elenco: Anderson Negreiro, Júlia Mariano e Louis Caetano
Participação Especial: Soraia Suleiman l Ideia Original: Gabrielle Pinheiro
Dramaturgia: Anderson Negreiro, André Zeronian, Gabrielle Pinheiro e Júlia Mariano
Direção: Anderson Negreiro l Orientação: Francisco Medeiros
Trilha sonora: Entonces Corazón l Narração e edição de som: Juliano Dip
Operação de som e luz: Soraia Suleiman l Cenografia: Entonces Corazón
Produção: Júlia Mariano l Figurinos: Carolina Siqueira

Equipe

Gabrielle Pinheiro l Criadora
Atriz formada em em Comunicação das Artes do Corpo na PUC-SP, é integrante do Núcleo de Pesquisa Teatral Trupitê de Teatro, dirigido por Carlos Gardim, onde participou da montagem Como as Borboletas Preparam o Dia para Morrer. Recentemente participou do curta metragem All You Need Is Love, com direção de Wagner Depintor e produção da Coletivo Filmes.

Louis Caetano l Personagem: Roberto Ramirez
Ator formado pela The Lee Strasberg Theater e HB Studio, ambas em Nova York, participou das montagens de On the Pyre (Na Fogueira) e Uma Noite em Veneza (título traduzido). Integrou o elenco de Mestres do Jogo, com a Estelar de Teatro, e atualmente participa do projeto Joana D’Arc, com direção de Marcelo Marcos Fonseca.

Anderson Negreiro l Personagem: Pablo Rafael
Ator formado pelo Teatro Escola Macunaíma, concluiu sua graduação em Comunicação das Artes do Corpo na PUC-SP, com habilitação em teatro e dança. Foi integrante da Confraria da Paixão e atualmente integra o Companhia Teatro da Investigação, onde já participou da montagem Alarido, e o Núcleo 184, dirigido por Dulce Muniz, onde integrou o elenco de Heleny, Heleny, Doce Colibri.

Júlia Mariano l Personagem: Dolores Lupita (A Latina)
Atriz formada pelo Teatro Escola Macunaíma, concluiu sua graduação em Comunicação das Artes do Corpo na PUC-SP, com habilitação em teatro. É integrante da Gira Companhia Teatral e já participou de montagens com diretores como Kiko Jaess e Jairo Mattos. Recentemente participou da peça Mestres do Jogo, da Estelar de Teatro. Há dois anos faz parte do elenco do espetáculo Tarde de Palhaçadas.

Soraia Suleiman l Personagem: Carmela Quitéria (A Amante)
Atriz formada em dezembro de 2009 em Comunicação das Artes do Corpo pela PUC-SP, participou do espetáculo CO2, com direção de Marcos Plá. Também atuou como assistente de produção para a Companhia do autor e ator Gero Camilo, e recentemente integrou a oficina da Cia. Da Tribo, que resultou no espetáculo Obra Popular, além de ser dubladora formada pela Dubrasil.

Dom Quixote ganha versão com tom entre o poético e o psicológico

Clássico é levado aos palcos em versão livre com texto de Henri Lalli l Foto: Divulgação

 

O espetáculo Dom Quixote – A Busca será apresentado hoje (14) e amanhã (15) no Centro de Convivência Cultural, em Campinas, interior de São Paulo, às 20:30, com horários alternativos para escolas nesta sexta-feira (14:00 e 15:30). A montagem tem direção de Fernando Aleixo, texto de Henri Lalli e atuações de Luiz Terribele Jr e Silvio Favaro.

De acordo com o release da peça, “aquela que já foi eleita a melhor ficção de todos os tempos e inspirou milhares de outras obras artísticas ganha uma versão teatral sensível e inteligente”. O espetáculo é uma adaptação livre da famosa novela do espanhol Miguel de Cervantes.

Segundo Lalli, a montagem tem poesia, razão e loucura, alegria e melancolia, a nobreza e torpeza da alma, o real e o imaginário. “Além de uma história divertida de uma dupla de joões-ninguém, trata-se de uma aventura grandiosa com inúmeros personagens e situações, discursos psicológicos, um verdadeiro tratado dicotonômico”, garante.

Ainda de acordo com o dramaturgo, Aleixo conduz o espetáculo com mão firme, buscando acertar o tom poético e psicológico da história, ao passo que os atores se desdobram entre objetos de cena criativos, diálogos afinados, movimentos estudados, poemas, canções e até fantoches. Lalli conta que a peça procura fazer o espectador aprender sobre amizade, compaixão e idealismo. “Para Dom Quixote, moinhos são gigantes. E para nós, o que são? Quem são nossos gigantes?”, pergunta o autor.

Ficha técnica

Direção: Fernando Aleixo l Adaptação e texto: Henri Lalli
Elenco: Luiz Terribele Jr e Silvio Favaro l Produção: Reginaldo Menegazzo
Cenário, figurino e desenho de luz: Produção Cultural
Trilha sonora: Cesar D’Avinha l Design Gráfico: Diego Augusto

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia) l Classificação: livre
Contato: Reginaldo Menegazzo l Telefone: (19) 9152-5061 l E-mail
Realização: Produção Cultural